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Usuários de celulares e tablets já podem doar capacidade ociosa de seus dispositivos para acelerar pesquisas científicas

Computação voluntária agora também está aberta a equipamentos Android

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São Paulo - 12 Set 2013: Os usuários de Android podem agora utilizar outro recurso em seus smartphones e tablets: contribuir com a ciência. Isso porque, pela primeira vez, podem doar o excesso da capacidade computacional de seus dispositivos a pesquisas científicas. A tecnologia que permite a doação da capacidade de processamento quando os computadores não estão sendo utilizados já estava disponível desde 2004 e já conta com uma rede de mais de 2 milhões de equipamentos. Agora essa opção de computação voluntária está disponível também para celulares e tablets.

A princípio, essa energia de processamento adicional dos smartphones será utilizada para que pesquisadores do IBM World Community Grid e do projeto Einstein@Home acelerem dois importantes projetos nas áreas de saúde e ciências: o primeiro envolve o combate à AIDS e buscas por curas médicas; e o segundo aborda o descobrimento de novas estrelas e pulsares desconhecidos (estrelas de nêutrons muito pequenas e muito densas), trabalho que ajudará os cientistas a entenderem como o universo evolui.

Utilizando o que é denominada computação voluntária, esses pesquisadores exploram um conjunto de capacidade de processamento de computação doada para conduzir suas simulações e análises de dados. Esse processo capacita pessoas e organizações a contribuírem para o progresso científico com um pequeno gesto e fornece aos envolvidos no projeto aquilo que é essencialmente muito poderoso: supercomputadores distribuídos globalmente. 

Até agora, a computação voluntária tem usado computadores tradicionais, como desktops e laptops. O projeto já foi utilizado por mais de 2,3 milhões de computadores, em 80 diferentes países e usados por mais de 600.000 pessoas e instituições. Entretanto, dispositivos móveis, como smartphones e tablets, se tornaram mais poderosos, numerosos e eficientes no uso de capacidade computacional. Existem atualmente no mundo cerca de 900 milhões de dispositivos Android e seu poder de processamento total excede àquele dos maiores supercomputadores convencionais. 

Para permitir o uso desses dispositivos, um software de computação voluntária desenvolvido na Universidade da Califórnia, Berkeley, - denominado Berkeley Open Infrastructure for Network Computing (BOINC) - acabou de ser atualizado. Os proprietários de smartphones e tablets que utilizam Android 2.3, ou uma versão superior, podem participar do IBM World Community Grid  fazendo o download do BOINC do site do Google Play e escolhendo os projetos para os quais desejam contribuir.

Para preservar a vida útil da bateria e minimizar o tempo de recarga, os dispositivos somente irão executar o programa quando estiverem sendo carregados, apenas se a duração da bateria estiver acima de 90% e quando estiverem conectados às redes wireless (WiFi) de áreas locais. Embora essas sejam as configurações padrão, quando o BOINC para Android é transferido por download, as regras que controlam o seu uso podem ser customizadas pelos usuários.

O World Community Grid da IBM tem sido usado para facilitar pesquisas em energia e águas limpas, alimentação saudável, bem como a cura do câncer, malária e outras doenças. No futuro, o programa planeja ainda capacitar outros projetos para Android.

FightAIDS@Home

Um dos projetos capacitados é o FightAIDS@Home, uma busca por tratamentos mais efetivos para a AIDS recebida no IBM World Community Grid. O Laboratório Olson no Scripps Research Institute está usando métodos computacionais para identificar novas drogas que tenham a forma e as características químicas certas para bloquear a HIV-protease, a HIV-integrase ou a HIV-transcriptase reversa, as três enzimas que o vírus mortal da AIDS precisa para funcionar e se propagar. 

Einstein@Home

O Einstein@Home foi fundado como um projeto chave das atividades do Ano Mundial de Física em 2005 e é um projeto do Ano Internacional de Astronomia de 2009. Mais de 340.000 participantes espalhados pelo globo ajudaram a descobrir quase cinquenta novos pulsares de rádio. O Einstein@Home é dirigido pelo Centro de Gravitação e Cosmologia da Universidade de Wisconsin-Milwaukee e pelo Instituto Max Planck de Física Gravitacional (Instituto Albert Einstein, Hannover), com apoio financeiro da Fundação Nacional da Ciência e da Sociedade Max Planck. O objetivo em longo prazo do Einstein@Home é a detecção direta de ondas gravitacionais de estrelas de nêutrons com rotação rápida. As ondas gravitacionais foram preditas por Albert Einstein em 1916, mas somente agora a tecnologia está se adequando: logo os cientistas estarão aptos a medir essas diminutas oscilações no espaço-tempo. 

IBM World Community Grid

Desde a sua concepção em 2004, esse recurso, criado e mantido pela IBM, tem fornecido aos cientistas e pesquisadores o equivalente a mais de 750.000 anos de computação sem nenhum custo para eles. Mais de 2,3 milhões de computadores usados por mais de 600.000 pessoas e instituições, em 80 países, têm contribuído para projetos da World Community Grid. O resultado é um dos mais rápidos supercomputadores virtuais do planeta, adiantando o trabalho científico por centenas de anos. Até 2013, pelo menos 22 projetos estavam em execução ou foram concluídos com a ajuda do projeto.

Imagens sobre o IBM World Community Grid para Android Mobile podem ser obtidas pelo link http://www.flickr.com/photos/ibm_media/sets/72157634744096703/with/9341839155/

Sobre a IBM

Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br
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