Governos Mais Inteligentes
Seja para o conselho local de uma pequena cidade ou para grandes colaborações internacionais, novas maneiras de trabalhar estão a caminho.
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"Centrado no cidadão"a evolução continua
Assim como as pequenas empresas descobriram sua missão e seu modelo de negócios direcionando o foco para os clientes, governos em todo o mundo estão tendo sucesso ao reorientar, para os cidadãos aos quais servem, suas estruturas, sua tecnologia de informação e suas políticas.
Isso pode abranger desde a centralização de serviços que antes eram prestados em diferentes locais até o compartilhamento e a colaboração entre regiões, atravessando fronteiras em benefício tanto dos cidadãos quanto dos governos.
Por exemplo, no Reino Unido e em Cingapura, os governos estão instruindo os cidadãos a respeito de diferentes maneiras de obter serviços e encorajando-os a usar os canais mais cômodos e eficientes. Na outra ponta do espectro, envolvendo todo um continente, a Europa tem muitos exemplos de informações compartilhadas por meio de departamentos e programas para prestar serviços e beneficiar os cidadãos. Para reforçar essa parceria, é exigido que todos os países membros da União Europeia tenham legislações nacionais alinhadas com as diretivas da UE quanto à proteção de dados.
Governo 2020
Essa nova consciência e colaboração não aconteceram simplesmente por acaso, ou mesmo por escolha. Como muitas vezes acontece, foram impostas pela necessidade.
No seu relatório “Governo 2020”, o IBM Institute for Business Value identificou em todo o mundo seis forças que vinham levando os governos a introduzir mudanças em todos os níveis. Juntas, essas seis forças representam uma mescla de oportunidades e ameaças. E, embora universais, requerem respostas únicas que sejam apropriadas a cada país, região ou localidade.
Soluções especiais a partir de plataformas de colaboração
No passado, uma tecnologia especial era muitas vezes orçada e criada novamente para replicar o que poderia ser um serviço comum a muitos departamentos de um governo ou mesmo a seções dentro de um departamento. Hoje, plataformas comuns e padrões abertos constituem a base para muitas das interações, já evidentes, de governos mais inteligentes. Em alguns casos, isso é tão simples quanto a utilização de uma aplicação social, como o Twitter, para informar o fluxo de caixa diário como acontece no estado de Rhode Island. Ou poderá ser tão complexo como a criação de um mundo virtual para o treinamento de agentes de inteligência de um país.
A democratização dos dados
Para os governos mais inteligentes, interações com os cidadãos constituem oportunidades para compartilhar informações e melhorar vidas, não para “meramente” fornecer serviços, administrar justiça e proporcionar um canal para o exercício de direitos e responsabilidades.
Assim, em lugares como a cidade de Ontário, no Canadá, e a Bélgica, dados que podem ser usados inúmeras vezes no interesse de um cidadão – como, por exemplo, ao registrar um recém-nascido ou ao solicitar benefícios do sistema social – só precisam ser informados uma única vez, eliminando a necessidade de os usuários terem que informar os mesmos dados cada vez que precisarem interagir on-line com o governo.
Isso também funciona ao contrário: um maior acesso dos cidadãos a informações governamentais leva a um melhor conhecimento do governo e seus recursos – e também, em última análise, a uma maior vigilância sobre os governos. Isso pode acontecer de várias maneiras. Por exemplo, o poder da inteligência visual humana para descobrir padrões em palavras e números tem uma poderosa expressão para muitos usos individuais – alguns sérios, outros engraçados, e muitos interessantes – que o projeto Many Eyes da IBM, torna possível.
No que talvez seja o exemplo mais claro do uso da tecnologia e da colaboração para atingir um governo, mesmo quando este preferiria não ser atingido, ativistas de direitos humanos, jornalistas, dissidentes e mesmo cidadãos comuns estão cada vez mais usando web sites e wikis para rastrear contribuições em campanhas políticas, reportar casos de censura ou de ações repressivas e analisar denúncias de gente de dentro do governo ou mesmo anônimas.
Paz mundial por meio do comércio e da colaboração
Da mesma forma como os dados começaram a se movimentar com maior fluidez por entre as diversas áreas de um governo e entre um governo e seus cidadãos, administrações públicas mais inteligentes estão participando de novas formas de colaboração e parceria, para cima e para baixo, em seus diferentes níveis, e mesmo através de fronteiras, ao redor do mundo.
Alguns exemplos
- Canadá e Estados Unidos estão trabalhando para alinhar padrões de segurança em programas internacionais de parceria para comércio que sejam críticos para ambos os países. O objetivo é conectar esses diversos programas para criar um padrão de segurança unificado e sustentável, que possa ajudar a dar segurança e facilitar o comércio global de carga.
- O Excise Movement and Control System (EMCS) [Sistema de Movimentação e Controle de Impostos sobre Consumo] monitora a movimentação de bebidas alcoólicas, produtos de tabaco, produtos energéticos e outros entre os países membros da UE que operam com suspensão de tarifas. O sistema substitui a documentação em papel que antes acompanhava esses movimentos. Os estados membros estão desenvolvendo suas próprias aplicações nacionais de EMCS, e esses sistemas serão conectados com os sistemas de todos os demais países por meio de um domínio comum, mantido pela Comissão Europeia.
- Organizações transnacionais e não governamentais estão trabalhando para melhorar o acesso à internet ao longo da costa leste da África, desde a África do Sul até o Sudão. Quando concluído, um cabo de alta velocidade vai conectar mais de 20 países costeiros e interioranos no leste e no sul da África.
- Em 2005, a IBM, o governo do Canadá e o Programa de Assentamento Humano das Nações Unidas (UN-HABITAT) organizaram um grande evento on-line para ajudar a resolver problemas urgentes das cidades do mundo, preparando o caminho para a conferência World Urban Forum 3 a ser realizada 6 meses depois, em Vancouver, Canadá. Durante três dias, 40 mil pessoas de 158 países participaram do HABITAT Jam, o maior envolvimento de público em assuntos urbanos registrado em toda a história.
Cidades mais inteligentes em um planeta mais inteligente
Em junho de 2009, a IBM organizou uma reunião especial em Berlim. O SmarterCities explorou as maneiras como cidades progressistas estão se modernizando para estimular o desenvolvimento econômico, promover maiores inovações, transformar-se para ganhar vantagens competitivas e atender a demandas urgentes de cidadãos mais engajados e inteligentes. Quer o problema seja o gerenciamento mais inteligente de tráfego, redes de energia mais inteligentes, serviços de saúde mais inteligentes ou governos mais inteligentes, essa reunião – e outras que se seguirão – está sendo realizada para promover a vitalidade econômica e a qualidade de vida em cidades e áreas metropolitanas, injetando novas ideias e ações que façam sentido por meio da cidade – dos prefeitos aos cidadãos comuns.
